Declaração Doutrinária
 

Artigos de Fé – versão resumida
Este documento constitui a Declaração Doutrinária da Igreja Batista Calvário, inscrita no CNPJ 07.809.224/0001-98 com sede e foro na Cidade e Comarca de Pinhais à Rua Salgado Filho, 2659, Centro com a qual seus membros concordam, crendo sinceramente em seus artigos de fé, listados a seguir.
 

I. Das Escrituras
As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento foram dadas por inspiração de Deus e são a única fonte suficiente, exata e dotada de autoridade para o conhecimento que conduz a salvação, fé e obediência.

 

II. Do Verdadeiro Deus
Há um só Deus, o Criador, Preservador e Governador de todas as coisas, tendo em e de si mesmo todas as perfeições, e sendo infinito em todos eles; e para Ele todas as criaturas devem o mais elevado amor, reverência e obediência.

 

III. Do Diabo ou Satanás

De acordo com o ensino das Escrituras, existe um ser pessoal, chamado Satanás, “o deus deste século”, “o príncipe do poder do ar”, cheio de toda sutileza e malícia, o qual procura, incessantemente, frustrar os propósitos de Deus e seduzir (fazer cair em tentação e no pecado) os filhos dos homens.
 

IV. Da Criação
Deus, desde a eternidade, decretou ou permite todas as coisas que vêm acontecer e perpetuamente fomenta, dirige e governa todas as criaturas e todos os eventos; ainda que não seja de qualquer forma o autor do pecado. Não anulando o livre arbítrio e a responsabilidade do homem.

 

V. Do homem e sua queda
Deus originalmente criou o homem à Sua imagem e livre do pecado; mas, através da tentação de Satanás, o homem transgrediu o mandamento de Deus e caiu de sua santidade original e justiça; como também a sua posteridade [isto é, descendentes] que herdaram uma natureza corrupta e completamente oposta a Deus e Sua lei, estando sob condenação; e assim que são capazes de ação moral, tornam-se transgressores reais.

 

VI. O mediador, Jesus Cristo
Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, é o mediador designado por Deus entre Deus e o homem. Tendo tomado sobre Si a natureza humana, mas sem pecado, Ele cumpriu perfeitamente a lei, sofreu e morreu na cruz para a salvação dos pecadores. Ele foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, e ascendeu ao Pai. Ele está a direita de Deus vive para interceder por seu povo. Ele é o nosso único Mediador; o Profeta, Sacerdote e Rei Soberano do Universo.

VII. Eleição Antes da criação do mundo

Deus no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, predestinou, chamou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, receberiam pela fé o dom da salvação, segundo o beneplácito da Sua vontade.

 

VIII. Regeneração

A regeneração é uma mudança de coração operada pelo Espírito Santo, que dá vida aos que estão mortos em seus delitos e pecados, iluminando suas mentes de forma espiritual e salvífica para entenderem a Palavra de Deus e renovar toda a sua natureza, de modo que eles amem e pratiquem a santidade. A regeneração é uma obra da livre e especial graça de Deus somente.

 

IX. Da salvação pela graça

Acreditamos que a salvação dos homens é inteiramente pela graça de Deus por mediação de Jesus, cuja morte realizou completa expiação dos nossos pecados, tendo ressuscitado glorioso dos mortos, estando agora entronizado nos céus. A salvação é disponível gratuitamente a todos por meio do evangelho, o qual as pessoas devem receber pela fé, não havendo nada que o homem possa fazê-lo para merecê-la.

 

X. Da Justificação

A justificação é a graciosa e plena absolvição de Deus de todos os pecados dos pecadores que crêem em Cristo, através da satisfação trazida por Cristo na cruz. Não é dada por qualquer coisa neles operada ou feita por eles; mas, por causa da obediência de Cristo, eles recebem e descansam nEle e em Sua justiça pela fé.

 

XI. Santificação

Aqueles que foram regenerados, também são santificados pela Palavra de Deus e pelo Espírito, que neles habita. Esta santificação é progressiva através do suprimento da força Divina, a qual todos os santos buscam obter, avançado em direção a uma vida celestial em cordial [i. e., desejos por] obediência a todos os mandamentos de Cristo.

 

XII. Preservação dos santos

Aqueles a quem Deus aceitou no Amado e santificou pelo Espírito jamais perderão o estado de graça, mas, certamente, perseverarão até o fim; e embora eles venham a cair por negligência e pela tentação ao pecado, pelo que entristecem o Espírito, enfraquecem espiritualmente, trazem opróbrio sobre a Igreja e julgamentos temporais sobre si mesmos, apesar disso, eles serão renovados novamente para o arrependimento e serão preservados pelo poder de Deus.

 

XIII. Da Igreja

O Senhor Jesus é a Cabeça da Igreja, a qual é composta por todos os Seus verdadeiros discípulos, e nEle reside supremamente todo o poder para o governo da igreja. De acordo com o Seu mandamento, os Cristãos devem associar-se em igrejas locais; e para cada uma dessas igrejas, Ele deu a autoridade necessária para administrar a ordem, a disciplina e a adoração que Ele designou. Os oficiais regulares de uma igreja são somente homens qualificados biblicamente, reconhecidos como pastores e diáconos.

XIV. Das Ordenanças

O Batismo e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica. O Batismo consiste na imersão do crente em água e simboliza a morte e o sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A Ceia do Senhor é a comemoração da morte de nosso Senhor até que Ele venha, simbolizada por meio do pão e do suco da videira que representam o seu corpo dado por nós e seu sangue derramado em nosso favor. Esta comemoração deve ser sempre precedida de solene autoexame.

 

XV. Do Governo Civil

O governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade. É dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e a lei de Deus. A Igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções. O Estado deve ser laico e a Igreja apartidária e livre. XVI. Da Família O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e bem assim o perfeito ajustamento da pessoa humana em todas as suas dimensões. O casamento foi criado por Deus e é uma aliança santa e divinamente estabelecida entre um homem e uma mulher em uma única e exclusiva união, conforme delineado na Escritura e a intimidade sexual deve ser desfrutada exclusivamente dentro do casamento. Os papéis de marido, esposa, pai e filho são claramente definidos nas Escrituras e é de responsabilidade dos pais educar os filhos de forma amorosa instruindo-os nas verdades de Deus e nos Seus princípios para a vida.

 

XVII. Do Justo e do Ímpio

Há uma diferença radical e essencial entre o justo e o ímpio; pois apenas aqueles que por meio da fé são justificados em nome do Senhor Jesus, e santificados pelo Espírito do nosso Deus, são verdadeiramente justos em Sua avaliação; porém todos aqueles que continuam na incredulidade são, aos Seus olhos, ímpios, e sob a maldição do pecado; e esta distinção mantém-se entre os homens tanto na morte como depois dela.

 

XVIII. Das Dispensações
As dispensações são mordomias pelas quais Deus administra Seu propósito na Terra. As diferentes mordomias se manifestam no registro bíblico, que abrangem toda a história da humanidade. Podemos afirmar que três dessas dispensações ou regras de vida são o assunto da revelação ampliada nas Escrituras, a saber, a dispensação da Lei Mosaica, a presente dispensação da igreja e a futura dispensação do reino milenar. Acreditamos que estas são distintas e não devem ser misturadas ou confusas, pois são cronologicamente sucessivas.

XIX. Do Retorno de Cristo e Eventos Relacionados

Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final. A volta de Cristo para arrebatar sua igreja é iminente; será pessoal, pré-tribulacional e pré milenar. Deus determinou um dia em que há de julgar o mundo por Jesus Cristo e todos quantos forem justificados pela fé em nome do Senhor Jesus Cristo, viverão corporalmente na eternidade, na presença de Deus, no pleno gozo das bem-aventuranças celestiais; e que aqueles que, pela sua incredulidade, rejeitaram o testemunho e a misericórdia de Deus, e Cristo, viverão corporal e eternamente a justa condenação por seus pecados.
Estes artigos de fé não esgotam a extensão de nossas crenças. A própria Bíblia, como a Palavra inspirada e infalível de Deus fala com autoridade final sobre a verdade, moralidade e o bom desenvolvimento da humanidade. É, portanto, a nossa única e a última fonte de tudo o que cremos.

 

 

 

 

Agradecimentos
Artigos de Fé da Associação das Igrejas Batistas Regulares do Brasil

Confissão de Fé Batista de Londres de 1689

Confissão de Filadélfia de 1742

Confissão Batista de New Hampshire de 1833

Confissão Doutrinária da Sociedade Missionária HeartCry

Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira
 

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mateus 28:19,20

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